Caso Clínico - Fratura Explosão de L1
- Dr. Coluna
- 12 de fev.
- 3 min de leitura
Hoje iremos acompanhar o relato de uma paciente com idade em torno de 70 anos. Seu caso se deu por causa de uma queda leve da própria altura na posição sentada, o que evoluiu com grave fratura em explosão da vértebra de L1. Me acompanha nesta leitura?
Mais detalhes sobre o caso
A queda desencadeou extrema e severa dor no foco da fratura, bem como diminuição de sensibilidade e de força motora em membros inferiores em decorrência da compressão medular por fragmento explodido do canal vertebral. Nas fotos apresentadas, vemos na ponta da seta da quarta foto importante esmagamento do corpo vertebral, com perda de altura em torno de 50% do respectivo segmento, desencadeando no pré-operatório, além de dor excruciante e déficit neurológico, o que chamamos de cifotização do segmento acometido pela fratura.
A cifotização corresponde ao desalinhamento da coluna com deformidade em flexão, ou seja, com perda do alinhamento e queda da estrutura de sustentação para frente, desencadeando desequilíbrio do balanço coronal e dificuldade de marcha, chegando ao nosso serviço com perda funcional grave e em cadeira de rodas pela impossibilidade de andar, tanto em decorrência da dor como quanto da diminuição de sensibilidade e de força motora em membros inferiores.
O processo cirúrgico
Tendo em vista a gravidade da doença mostrou-se necessário tratamento cirúrgico emergencial para descompressão medular de urgência, fixação extensa da coluna acima e abaixo do segmento fraturado e correção da deformidade previamente apresentada com estabilização do segmento com barras de cromo e cobalto. Mostra-se interessante e vale salientar a evolução técnica dos médicos e científica da engenharia médica, onde o sistema de fixação consiste de parafusos de titânio de alta resistência, bem como barras de cromo e cobalto - que se mostram como material ainda mais resistente que o titânio, permitindo a correção de todo o tronco intervertebral em cima de apenas duas pequenas barras metálicas, o que por si só já é espantoso em termos de engenharia e resistência.
O pós-operatório e a recuperação
A paciente encontra-se em pós-operatório imediato, apresentando melhora significativa da dor e com queixas álgicas mínimas compatível com o pouco tempo de procedimento, já com recuperação total da diminuição de força muscular e de sensibilidade nas pernas, além de estar deambulando adequadamente e apresentando recuperação, podendo ser dita como total, do quadro pré-operatório apresentado.
Atenção a osteoporose
O mais importante no quadro em questão não seria nem a discussão da fratura ou da necessidade de tratamento cirúrgico, mas sim o fato de uma fratura tão grave ter ocorrido com um trauma de tão baixa energia. O fato se deve pela presença de osteoporose prévia (doença metabólica que desencadeia fraqueza óssea), o que confecciona fragilidade óssea, ou poderíamos dizer a certeza de fraturas ósseas mesmo em decorrência de traumas de baixa energia, sendo fundamental e preconizado nos dias de hoje tratamento precoce para a patologia.
Vale ressaltar que o tratamento precoce é apenas medicamentoso e geralmente apenas por medicação via oral, devendo ser ressaltado que esse tipo de abordagem para tratamento medicamentoso precoce deve ser feita tanto no sexo masculino como no feminino, sendo fundamental a investigação e o tratamento preventivo para esta tão temida patologia
Agradeço a Deus e a minha equipe por mais um resultado excelente. Em breve a paciente estará 100% reabilitada e levando a vida plena que tanto merece. Se você for do seu interesse, entre em contato pelo link da bio! Estou disponível no Núcleo de Medicina Avançada do Hospital Sírio Libanês.
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