No caso de hoje, chamo a atenção para as patologias da coluna cervical. Neste caso, o paciente chegou com quadro extremamente semelhante ao penúltimo caso clínico apresentado aqui. Confira mais uma história de sucesso!
Saiba mais sobre a doença
O paciente apresentava degeneração completa dos segmentos C5-C6 e C6-C7, bem como grave discopatia e hérnia de disco no segmento de C4-C5. Relembro aos meus seguidores que a hérnia de disco consiste na explosão do disco intervertebral e consequente extravasamento do seu conteúdo, desencadeando compressão medular e radicular.
Diferente do caso anterior, o paciente não apresentava apenas compressão das raízes nervosas, apresentava também compressão medular, o que altera em muito a sintomatologia apresentada pelo mesmo. Neste caso, o paciente, além de apresentar dor cervical severa com irradiação para membros superiores, apresentava o que conhecemos como Mielopatia Cervical em decorrência da compressão medular, com sintomas neurológicos mais puros, como alteração de força e sensibilidade em membros superiores, alteração característica de marcha e dificuldade para deambulação, tremor fino de extremidades, e perda de coordenação motora em membros superiores, zumbido no ouvido e irradiação da dor para dorso e mandíbula, episódios repetidos de dor de cabeça tensional, bem como outros sintomas neurológicos de maior gravidade. Onde, no caso em questão, o paciente apresentava sintomatologia cervical grave e complexa com perda funcional rápida e progressiva.
O procedimento cirúrgico
Como no caso anterior, foi decidido por estabilização cervical híbrida, onde foi realizada fusão intervertebral através de prótese rígida travada com parafuso nos segmentos de C5-C6 e C6-C7, bem como artroplastia (prótese de disco) de terceira geração no segmento de C4-C5.
A montagem, permite estabilização cervical rígida dos segmentos mais gravemente acometidos e associados à artrose facetária, intercalado com artroplastia cervical, que consiste em prótese de disco que imita o disco cervical humano, permitindo mobilidade e reconstrução anatômica do segmento operado. Desta forma, conseguimos descompressão medular com adequada estabilização cervical, além de manutenção de boa mobilidade do pescoço e sem grandes repercussões biomecânicas para o paciente apesar da gravidade da doença de base.
O pós-operatório e recuperação
O paciente está se reabilitando adequadamente, com melhora severa e importante do quadro apresentado, com recuperação lenta e gradual do déficit neurológico e sensitivo, devendo apresentar em até seis meses recuperação total do quadro, devendo de ser ressaltado a satisfação dele em relação à melhora apresentada, tendo em vista que em doenças de tamanha gravidade, mesmo as pequenas melhoras e vitórias já conquistadas se mostram como um grande feito na rotina e bem-estar de uma pessoa com tão grave doença.
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